Cantinho do Poeta Feliz (ao vivo em SP)

by Tiago Malta

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Registro da Apresentação de Tiago Malta no MAC Ibirapuera durante o ENCUN 2014, no dia 7 de Novembro de 2015. O trabalho apresentada foi o Cantinho do Poeta Feliz.

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released January 31, 2015

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about

Tiago Malta Rio De Janeiro, Brazil

Sou um Poeta carioca (suburbano quase caipira), que sei discotecar por goró (de bico seco não faço e por dinheiro não tem graça), multi-instrumentista (sem talento pra tocar qualquer instrumento, mas por muito esforço toca um monte), formado em Psicologia (gestalt-terapeuta), com curso tecnico de raio-x e percussão, mas que ganha vida como Gestor Ambiental e compondo trilhas sonoras para games. ... more

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Track Name: Introdução e Derepente eu Poeta
De repente eu abri os olhos e todas as coisas mundanas e universais
Começaram a olhar pra mim e me disseram:
Hei, fala sobre mim, escreve sobre min.
De repente eu não sou humano e sim um maquinário da arte
De repente eu sou prepotente e orgulhoso, mas de repente não
Então comecei a escrever um monte de bobagens
Pra quem sabe alguém algum dia chame de arte.
Track Name: O Mercado das Almas Perdidas
Primeira parte
Os bares começam a funcionar:
Ruas lotadas
Seres humanos e outras criaturas
Batuques de um lado
Drogas por todos os lados,
Todos os tipos.
A bênção para o santo
No outro lado as guitarras
Fingimento de tudo de bom
E articulo o processo
Na esquina os carros e som mecânico
Os policias passam
Os punks no meio fio
Os skinhead encostados nos muros
As barracas diversas
Os arcos da lapa
Vivo na zona oeste
Tenho que ir na zona norte
Irajá, Guadalupe, vila Isabel
Pois na zona sul eu já sei andar
Vou de Santa Cruz pra Praça Mauá
Big Field, Bunker, Mega Tom, Bugaloo,
Sobradão, do Rock, Rato no Rio,
Fun House e Tijolinho
Roupas na moral pra tirar onda
Feira de Itaipava, U2,
Rua da Alfândega e Bolsa da Kipling
A noite alta madrugada, gente falando, gente gritando, gente gargalhando,
Sorriso falso.
Todos os símbolos, ícones, e signos
Todo tipo de prostituição, ferida solta, palavra solta.

















Segunda Parte
Bares das ruas humanas
Criaturas batucam de lado
Todas as drogas da bênção
As santas guitarras que fingem
O processo articula a esquina
O som do carro, “a Policia”!
Passam os Punks a fio
Skinheads em muros diversos
Encostam-se barracas na lapa
Vivo, conheço e ando
Na balada da boate ao boteco
Roupas pra ter madrugada
No mercado das almas perdidas
A noite nunca acaba
Track Name: Mostre Que Tem e Quando
Mostre suas idéias meu amigo,
Elas são sua vida e seu pilar;
O que de real esta engajado,
Levante a cabeça, se acalme e diga o que há.

Quem quer ler um livro de poesia?
Rasguem seus papéis parnasianos,
Pois quando pede a conta o marciano
Só temos como idéia, flor igual amor.
Tem chiclete bola pra distribuir.
Que tal um tonel-tonel para batucar?
E vão perder dedo se pedem para eu fugir,
Pois ainda tem muita adole-essência pairando no ar.

E quando for o fim, o que tu vai fazer?
Pedir desculpas pela vicio de rima pobre?
Burrice! Pois as palavras são detalhe do acontecer,
Defendo a minha idéia e tenho a ousadia
de chamar de causa nobre.
Track Name: Poética profetizando da Ziquizira dermatológica / Ode a Benzina
Onomatopéias correndo prum lado e pro outro
Como se fossem na verdade
Trombadinhas imundos que acabaram de cheirar cola,
Contudo fora inspirado num filme pastelão
(preto e branco).

Refaço meu arsenal
Exclusivamente feito de estalinhos
E me preparo pro ataque.
Redefinir o indivisível
(esporadicamente rasteiro).

Se me amordaçam
Ou me acorrentam
Só penso:
-Que saco! Que falta de originalidade!

Semeio palavras de ordem,
Retruco e recebo aqueles tais louros,
Gaguejo minhas idéias,
Gaguejo mais ainda
Por me apaixonar a toda hora.
E toda hora sempre é a pessoa errada.

Volátil e ardente é estratégico
A conduta por solvente
Entre brisas cintilantes
De um começo de dia
Onde mau respiro
E quase piro
Ao aspirar o volátil e ardente
Que sai da minha garrafinha de solvente
Não ideal, mas um STOP,
Para a minha ansiedade
Que arrebenta minhas costelas
Resmungando
Minha falta de sorte
E meu medo da mudança
Que é dissipado às vezes
Pois é volátil e ardente
Minha paixão pelo solvente
Que mata essa lembrança
Que distorce meu equilíbrio
Pois não mais a esperança
Mas quando eu pinto, é meu amigo,
Volátil e ardente
É meu paninho pro solvente
Sempre na minha bolsa onde quer que eu vá
Estará sempre à mão caso eu vá precisar.
Track Name: Não Faço Acordo Com Dragões
Queima, queima, queima, queima, queima, queima a cidade!
Ascende à tocha, bota fogo bem na avenida,
Distraído para a morte ele tava ali,
E eu babaca que eu sou eu tive pena dele
E quando dei por mim meu peito tava aberto
Ele pegou o seu serrote e rasgou meu externo
Agora eu fico aqui sangrando...

Queima, queima, queima, queima, queima, queima a cidade!
Eu taco fogo eu jogo bosta nas igrejas,
Tento dar fim à nossa sanidade
Pois bobiei e tiraram o meu chão
Hoje bato cabeça grito forte, e toco piano
Limpam a bunda com os papeis
Que tinham os meus planos!

Agora eu sou o rei em cima dos cacos de vidro
Degolam o meu filho antes de ter nascido
Faço das minhas tripas coração
Da rodoviária retiro samba canção.
Eu mato Alice com um tiro bem na testa
Percebo a merda e me escondo na floresta,
E os dragões me perseguem e queimam a mata
Para ver se volto para cidade e enfrento a suástica.

Queima, queima, queima, queima, queima, queima a cidade!
Explodo trens derrubo carros com minha bazuca
Envelheço, bebo Scott, e jogo sinuca,
Sou escrachado, sou nocivo e irreverente,
Desafio à depressão mostrando os meus dentes
E quando morrer lá de cima vou assistir
Esta merda de cidade auto se destruir!

Choro baixinho, grito de dor,
Eu toco um lamento, depois vou expor...
Choro baixinho, grito de dor,
Tomo meu vinho, pois o som acabou.

Prólogo: Vou fazer minha viagem pela estrada de tijolos a amarelos, e quando chegar no mágico de Oz vou pedir que me bote um Cyber implante, um cotovelo biônico para nunca mais sentir dor nele... Não existe lugar melhor que nossa casa, não existe coisa mais falsa que nossa vida, não existe inconstância maior que nossos planos.
Track Name: José Carpinta
De bolado pra bolado,
Qualquer coisa vale,
Só não vale o que passou da validade,
O que parou pra poder virar do avesso
E o pior é que conseguiu;
Meio que pra fora,
Maio que de lado,
Meio torto:
Avesso como ninguém.

O contra mão, rotina e incidência
Suplicas por ser tão desconexo a mim mesmo

Somália, Inglaterra e Brasil!
Amalgama da besta que pariu.
E após esta alegoria
Que poderia chamar de analogia,
chegamos a uma conclusão:
-Só tem graça beber, se puder cai no chão.
Track Name: A Praga
Já foi verme, mosca, barata,
Gafanhoto, rato, morcego.
Gripe, cólera, HIV,
E até homem foi.

Parou, olhou prum lado,
Olhou por outro,
E atravessou,
Atravessaram-lhe,
Quase foi morto.

Se tem fome, e se tem sede,
Que seja.
Ele vai a geladeira,
E mata quem esta lhe matando.

A praga não paga
A entrada duma festa pagã,
E pega a pulga pra pagar
O pato, e a pata segura o pão.

A face enferrujada
Em cima da mesa,
Deixou a lá pra que?
Por que também devo-lhe deixar?

Então às vezes ele é:
Inveja, ignorância e solidão,
O racismo, A violência, A desconfiança,
Que é o dedo médio apontado a nós.
Track Name: Ventre
Direi aos meus:
- Esta bem, esta bem.
- Vamos viajar.

Tem escada caracol,
Marfim caro,
E bolsas cheias de nada.

Ajoelhado no vaso
Se vomita os problemas,
Chorando por ter
Que vomitar.

Fada, ouça o meu pífano,
Diga ao rei que fico,
Mesmo que forem alcoólatras
Todos à volta da masmorra.

E no final
Tenha vivido os seus problemas
Intensamente
Para que possa
Ter vivido também as alegrias.
Track Name: Quinteto Do Patinho Feio
É a tuberculose que se pega todo dia
Ouvindo a musica que se cria na janela
A inconstância renitente e a morte da idéia,
Sei que todos descansam,
Eu quero também.

A manifestação vai passando,
mas nem parece,
e até parece Carnaval
Com suas fantasias eles tentam se exibir
e essa nova doença é minha também.

Vou rolar os dados,
qual é sua classe de armadura?
Tire 10 pontos de vida.
Continuando a Aventura
que vejo todo dia debruçado na sacada.

Agonizando de dor
No palácio da justiça.
Pega o emplastro e vem cuidar de mim,
Seja sempre minha mulher maravilha
Me acompanhando na inconstância renitente.

Abone minhas faltas,
Conserte meu relógio,
Oi tudo bem, como tu estas?
Eu te adoro, você é D+
Por isso eu prego a morte da idéia.

Os manifestantes vão passando,
Vou rolar os meu dados,
Estou agonizando de dor
Então abone minhas faltas,
Se todos descansam eu quero também.


Eles vão se exibir,
Eu continuo a aventura.
Seja sempre minha
Pois eu te adoro você é D+.
Abone minhas faltas...

É a Tuberculose que se pega todo dia,
Mas nem parece e até parece carnaval.
Qual é a sua classe de armadura?
E se há morte da idéia,
Essa nova doença é minha também.

Vou rolar os dados
No palácio da justiça
E continuando a aventura
(Só a inconstância renitente),
Mas se todos descansam eu quero também.
Track Name: Eu Odeio Carlos Drummond De Andrade
Havia um poeta chato e careca no meio do caminho
No meio do caminho havia um poeta careca e chato
Então um dia um anjo torto que jogava RPG comigo falou:
- Ti (É assim que meus amigos me chamam)
- Ti, eu me decepcionei com aquele girino mineiro e não ganhei meu par de assa 2.000 Ultra plus. Então salva o meu nome Ti e vai ser gauche na vida...
Bem, e aqui estou eu.
Tentando essa budega!!!
Track Name: O Homem Cascalho Errante Numa Noite Vazia Nos Subúrbios Aporéticos
Começa sempre quando tem o "q" de termina
Cinza que compõe o seu semblante
Eu fico no ar, e duvido de tudo
Como se tivesse chovendo
Como se tivesse valendo e desta vez fosse a Vera
Em dias nublados oscilando ao sol quente rachado
E de menta na boca às vezes se adormece no banco do ponto de ônibus
Mas se bem que se sabe que alguns já se mataram por ai
Que no final da noite que nuca acaba e emenda dia após dia
Vale tudo entre os vários Rios que habitam o grande Rio de Janeiro
Com suas esquinas pitorescas
Pessoas viajando pra esquecer
Esquecem do motivo da viajem
Pega as mochilas de acampar retoma ao ponto de partida
Pernas que não queriam obedecer este estúpido caminhante
Que se perde por ai e nem percebe as possibilidades
Às vezes no silêncio longínquo se ouve os anzóis sendo puxados
Pescadores de uma comunidade brejeira que resiste aos subúrbios intermináveis
Subúrbio que alimentam os homens de papel e açúcar
Mil perdões por fazer poemas tão grandes é que a noite não termina
Ela emenda dia após dia às vezes percebo um surto das trevas
Com toda certeza meu amigo a noite só acaba quando esgota a cachaça
E como cria do inferno solto no mundo escorregando em casca de banana, só pra chamar tua atenção]
Faz verso como escapismo do tédio infinito
E não sente nem de longe o cheiro da tristeza (só às vezes)
Pois agora tapa as orelhas como mula que empaca em dia de toró.
Track Name: HaiQuase Do Monstro Dos Dizeres
Quero que minha arte grite ao seu ouvido quando estiver dormindo
E ressoe fazendo eco dentro dessa cabeça oca, colocando não palavras de ordem para uma suposta e conspirada lavagem cerebral.]
Quero só um verbo acompanhado de um pronome pessoal do caso obliquo
-Liberte-se
Assim dominarei o mundo sem impor a ditadura das leis e sim meu anarquismo comportado, contudo, escrachado.]